Se eu tivesse um filho…

Quando se fala que um CSF é egoísta, a interpretação possível é a de que para a sociedade o casamento e a procriação demandam uma certa dose de doação altruística.

Essa idéia de que o casal deve sofrer para cumprir o objetivo maior do casamento: os filhos, não encontra em mim nenhuma afinidade. Acredito naquela máxima que diz que para amar alguém, você precisa, em primeiro lugar, amar a si mesmo. E isso não quer dizer, de forma nenhuma, que se deva ignorar ou olhar com desdém o seu semelhante, e sim conhecer-se profundamente – tarefa que pode levar alguns anos de nossas vidas adultas – para depois poder dividir e respeitar os sentimentos e idéias alheias.

A partir dessa premissa, criar um filho passa a ser algo mais consciente e responsável.

Acredito que por mais próximos que estejamos uns dos outros, somos seres únicos e a consciência desta solidão pode fazer muitos criarem um espelho, através dos filhos, para que possam suportar a idéia de que somos finitos.

Se tivesse um filho, não veria nele uma reprodução de mim mesmo e sim um outro ser, independente de mim e meus ideais, ao qual eu mostraria caminhos sem querer que minha sugestão fosse seguida à risca.

Também não usaria minhas prerrogativas de pai para exibi-lo como um troféu para a sociedade. Deixaria que vivesse tendo o meu apoio como base e fosse juntando a ele as suas próprias experiências, de modo a que alcançasse sua independência e personalidade.

O retrato dos novos consumidores brasileiros

Com 190 milhões de habitantes espalhados no quinto maior território do planeta, o Brasil é saudado em seu hino como um “gigante pela própria natureza”. Depois de uma longa e tenebrosa hibernação, parece que o gigante começou a se mexer — e, quando um país desse tamanho resolve sair do lugar, a repercussão costuma ser mundial. É o que se vê atualmente. Crescimento econômico acima de 4% ao ano, multiplicação de empregos, acesso ao crédito e elevação da renda estão reproduzindo no país um fenômeno típico de sociedades avançadas: a criação de um mercado consumidor de massa, forte e cada vez mais complexo. Milhões de brasileiros têm aproveitado o bom momento da economia para experimentar, pela primeira vez, as delícias do consumo — e legiões de outros esperam, ansiosos, a sua vez chegar. De acordo com um estudo feito pelas consultorias Bain & Company, de estratégia empresarial, e Euromonitor, de pesquisa e inteligência de mercado, o consumo anual no Brasil deve crescer de 780 bilhões de dólares em 2007 para 1 trilhão em 2012. Com esse aumento — de 220 bilhões de dólares –, o mercado brasileiro será o terceiro entre os que mais contribuirão para o crescimento do consumo no mundo nos próximos cinco anos, um adicional calculado em 3,5 trilhões de dólares. Segundo os especialistas da Bain e da Euromonitor, apenas Estados Unidos e China darão contribuições maiores. “O Brasil passa por um momento raro, com forte crescimento da classe média, e esse movimento deve se intensificar nos próximos anos”, diz o americano John Naisbitt, pesquisador de tendências de consumo e autor do livro Megatrends. “É natural que uma população mais madura e com mais renda passe a ter acesso a mais e melhores bens e serviços”.

Clique aqui e leia mais…

DINKS

Nos EUA, casais sem filhos e que trabalham podem ser chamados de DINKS. A denominação é usada para casais de dupla renda e sem filhos. O termo passou a ser usado no período dos anos 80 e é hoje um subproduto da era YUPPIE — gente com mais dinheiro para gastar do que seus pais ou famílias com filhos. Isto não significa que são ricos. Só que têm integral disponibilidade de seus salários que muitas vezes são gastos individualmente, apesar da vida a dois. Podem ter escolhido não procriar, podem não poder ter filhos ou ainda podem não estar prontos para isso.
O exemplo extremo de DINKS pertence normalmente ao primeiro grupo: o dos casais que são saudáveis e escolheram deliberadamente não ter filhos. São absolutamente materialistas e alvo de profissionais de marketing e propaganda que vêm neles consumidores de alto poder aquisitivo e disposição de gastar para ostentar as melhores marcas do mundo. Há produtos financeiros destinados exclusivamente a eles, assim como clubes de luxo.

Vivendo positivamente sem filhos

Muitos dos casais inférteis querem ter filhos. Felizmente, muitas vezes de surpresa, graças a tratamentos com os modernos métodos da medicina moderna, Deus concede essa benção a muitos desses casais.

Para os casais que são incapazes de terem filhos biológicos, adotar uma criança pode vir a ser um privilégio. Entretanto, um significante número de casais não obtêm sucesso em tratamentos e a adoção, que é um excelente caminho para uns pode não ser uma estrada na qual outro tipo de casal queira seguir. Pode, então, haver felicidade para casais sem filhos? Podem famílias compostas somente de 2 pessoas serem completas? Nós acreditamos que sim!

Tomando a decisão de viver positivamente sem filhos nunca é fácil. Muitos casais que nos escrevem falam sobre a agonia sobre a decisão de continuarem sem filhos. Karen, redatora da Stepping Stones, escreve: “Por causa do fator econômico ser tão forte na nossa vida social hoje, somos incapazes de pensar no futuro sem levar em consideração as despesas associadas a ele. Nós constatamos que vamos tocar nossas vidas sem crianças. Todo dia eu ainda penso porque Deus escolheu essse caminho para mim e meu marido. Essa é uma questão para a qual nunca terei resposta, certamente. Mas uma coisa que me conforta é pensar que se me foi dado esse fardo para carregar, então eu vou seguir com ele. Deus não me abençoou com filhos mas me abençoou com inúmeras outras coisas.”

Não há nada de imoral em escolher viver a vida positivamente sem crianças. Se você não é capaz de ter filhos biologicamente ou não sente que a adoção seja um caminho, por favor lembre-se: não há nada de errado com um casal infértil que queira seguir a vida a dois.

Mas, esteja preparado! Vão haver aqueles que vão dizer: “Você não pode desistir de ter filhos. Deve haver alguma coisa que os médicos possam fazer!”

Não permita que ninguém faça você se sentir culpado por não ter filhos. Resista à influência de amigos para que sigam tratamentos médicos quando você e sua mulher já atingiram seus limites econômicos ou psicológicos.

Outros vão dizer a vocês: “Eu não posso imaginar como vocês podem viver numa casa tão grande sem crianças. Por que vocês não adotam?”

Como somos pais adotivos, nós acreditamos que a adoção é uma opção maravilhosa. Nós acreditamos que foi um plano de Deus para nós formar uma família através da adoção.

Mas adoção não é para todos. É um chamado.

Por favor, não adote uma criança só porque pessoas pensam que é o que vocês deviam fazer. Também não adotem uma criança por culpa, pensando que têm de prover uma criança pobre de um lar. Fazendo isso, não será bom para a criança nem para vocês.

Ao contrário do que dizem, Deus nunca indicou que crianças são um requisito necessário para a felicidade ou realização no casamento. Nas primeiras páginas do Gênesis, Deus declara: “O homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua esposa para se tornarem um só corpo.” Há um ponto no final desta frase! Um marido cristão e sua mulher poderão se completar e continuar a serviço do Senhor com ou sem filhos.

Nós não estamos sugerindo que um casal sem filhos negue a si mesmo a dor e o sentimento de exclusão social que a não concepção pode trazer. Mas o casal sem filhos que se ama e quer continuar junto não pode deixar que a dor o domine. O casal cristão não pode permitir que a infertilidade interfira na alegria de ter encontrado, através de Deus, um parceiro para viver a dois com grande felicidade

Autores: John e Sylvia Van Regenmorter
Traduzido do Stepping Stones Newslleter

Editorial

O criador deste site pertence ao grupo — cada vez maior — de casais sem filhos. As histórias para isso são as mais diversas: problemas de ordem física; a competitividade no mercado de trabalho; os estudos de pós-graduação; o custo de vida nas grandes cidades que leva as mulheres a trabalhar para ajudar no orçamento doméstico; o casamento tardio; a constatação, pelo casal, do que a criação de uma criança acarreta: grande mudança de hábitos, incompatível para alguns, este, talvez, o motivo mais polêmico: a simples decisão de cônjuges em perfeitas condições de saúde em ter uma vida a dois sem a geração de filhos.

O ponto a ser discutido aqui (e motivo da criação deste site) é que qualquer que seja o motivo da não geração de filhos, seja de caráter provisório ou definitivo, este tem de ser respeitado pela sociedade como decisão exclusiva do casal, não devendo dar motivo a qualquer tipo de censura.

Há bem pouco tempo, existia enorme pressão da família, amigos, etc. para que todos os casais tivessem filhos. E quem por qualquer motivo deixasse de tê-los, em geral pagaria caro por isso: sofreria rejeição, mesmo que velada, do seu grupo. Muitos casais acabavam por absorver essa pressão e se tornavam amargos ou infelizes por estarem fora do “padrão social”. Outros, ainda hoje, fazem tratamentos e em caso de insucesso, adotam crianças. E há ainda, um grupo que não se identifica com a idéia e segue com suas vidas sem filhos e sem arrependimento da decisão.

É claro que normalmente o que se espera de duas pessoas que queiram estar juntas é que formem uma família, porém no Brasil (e no mundo) essa motivação já não é tão importante quanto era no passado. A sociedade de hoje cobra mais o sucesso pessoal do que a maternidade.

A mobilidade social, juntamente com o aumento do nível cultural do brasileiro levou ao questionamento pelos casais, da obrigatoriedade cultural da geração de filhos.

A migração para os grandes centros fez crescer a competitividade, trazendo também grande contingente de mulheres para a disputa de cargos no mercado. Os cursos de especialização proliferaram devido à concorrência e o tempo dedicado aos estudos aumentou consideravelmente. Com isso, muitos casais retardaram ou desistiram da idéia de gerar filhos.

Segundo o IBGE em pesquisa recente, foi constatado que o número dos casais sem filhos no Brasil dobrou na última década, passando de 2 milhões, hoje.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.